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quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Nadar e Morrer na Praia

Você foi contagiado pelo intraempreendedorismo. Deu suas idéias, contagiou meio mundo com elas, convenceu a todos que elas eram espetaculares e ganho carta branca para levá-las adiante.E foi só isso!

É complicado de entender, mais as pessoas parecem sentir um grande prazer em dar idéias inovadoras, propor novos projetos, até se empenham para ganhar a chance de implantá-las mais não têm a mesma iniciativa ou entusiasmo em executar essas idéias. Criando-se uma enorme distância entre o discurso e a prática.

O que acontece? São todos aventureiros que enxergam em projetos profissionais brinquedos dos quais enjoam facilmente, passada a paixão a primeira vista? Ou são profissionais que propões idéias sem o mínimo de planejamento e que desistem frente às primeiras dificuldades?

Acredito piamente na segunda opção. Como não levam fé nas próprias idéias, não planejam como executá-las, então são surpreendidos quando são chamados para a prática e quando a coisa aperta, desistem.

É um fato: Não temos a cultura do planejamento. Gostamos de adotar o principio do grande filósofo popular brasileiro Zeca Pagodinho: ”Deixa a vida me levar”. E Isso traz grandes problemas. Quando propomos uma idéia profissional, corremos o risco dela ser aceita, por isso precisamos ter um planejamento estruturado para sua execução.Senão damos todo os motivos de sermos taxados de incompetentes. Quem não já viu isso acontecer com algum colega?

Iniciar um projeto contando com a boa vontade e colaboração dos outros não é o suficiente, para garantir que os resultados sejam atingidos. É preciso se envolver e se comprometer diretamente na execução, mesmo que algumas funções não sejam realizadas diretamente por você. Como por exemplo, se for necessário a compra de algum equipamento.

Claro que fisioterapeuta não realiza a compra pela instituição, mais será interessante pesquisar qual a melhor especificação do equipamento e onde tem o melhor preço e condições de compra e apresentar um relatório ao setor responsável.

Atitudes como essa conferem rapidez ao processo, demonstram real envolvimento com o projeto e o quanto ele foi bem planejado e aumentam as chances de ter o equipamento que gostaria. E o principal: mantêm o entusiasmo aceso.

A verdade é que, sem entusiasmo, é impossível vencer. A falta de entusiasmo pelas próprias idéias, a falta de paixão para testá-las, faz com que elas não experimentem o sucesso. Faz com que você não experimente o sucesso. Entretanto planejar as ações é fundamental.

Essa é a razão pela qual as coisas não acontecem, os projetos não sem do papel e vivemos nos enganando todos os dias com novas idéias e novos projetos. Fácil com certeza não será, mas como profissionais de saúde, sabemos muito bem que só uma coisa realmente impossível: Ressuscitar os mortos.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Mas e se eu levar um Não?

Você se convenceu. Tem uma idéia para melhorar o atendimento no serviço de Fisioterapia na organização em que trabalha, além de ser uma boa chance de mostrar seu lado intraempreendedor. Chega o grande dia de apresentar sua sugestão de mudança. E lá vem aquele pensamento sinistro: Mas e se eu levar um Não?


Nada assusta mais o ser humano que ouvir um Não. Principalmente no ambiente de trabalho.E esse medo tem feito muitos profissionais deixarem de dar aquela idéia maravilhosa e que poderia dar-lhes o merecido destaque na organização.

Mas existe algo que nós deveríamos temer mais do que a possibilidade de ouvir um Não. Ver algum colega, mais corajoso, tempos depois, dar a mesma idéia e se destacar.

Por isso ao invés de assumir o Padrão Medroso, aquele tem sempre medo de tudo, que tal observar as vantagens da possibilidade de ouvir um Não

1° Quase toda rejeição pode ter alguma informação útil

O Não está associado a idéia de negativo, negativismo. Se depois de ouvir o Não você for capaz de perguntar o porquê e escutar a rejeição, o outro ficará bastante aliviado por poder se explicar melhor. E ao invés de contra-argumentar, pense em como pode usar essa informação para melhorar sua proposta e reduzir as chances de uma nova rejeição em outra oportunidade.

Mas lembre-se Ouvir é algo automático, fisiológico ouvimos ruídos, buzinas de carro, diversos tipos de sons, etc. Mas escutar é algo mais complexo, necessita atenção, paciência, compreensão e principalmente boa vontade.

Não tome tudo como pessoal

Nunca leve a coisa para o lado pessoal: Não é você que está sendo rejeitando, mas sim a sua oferta. A história das grandes figuras da humanidade é plena de negativas e rejeições, mas também marcada uma generosa dose de teimosia inteligente. Analise o que aconteceu, o momento em que aconteceu e encontre a melhor nova oportunidade de expor suas idéias novamente.

A porta nem sempre abre quando batemos. Porém pior que não tentar abrir a porta é passar todo o tempo do lado de fora.