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quarta-feira, 28 de março de 2012

Notícias do Futuro

Aos que,apesar de todas as evidências,acham que a Fisioterapia é um mercado saturado e que não há mais nada de novo para fazer,é com muito orgulho que eu trago,direto da minha terra: Notícias do Futuro

Pacientes retomam sensibilidade e autonomia após transplante de células-tronco Carmen Vasconcelos - carmen.vasconcelos@redebahia.com.br

Cinco meses. Esse foi o tempo entre o transplante de células-tronco e a recuperação da sensibilidade das pernas e costas do estudante paulista Bruno Esteves Sanchez. Há cerca de dois anos, ele foi vítima de um acidente de moto que provocou uma lesão na coluna vertebral. Nas previsões mais otimistas, os médicos acreditavam que ele voltaria, no máximo, a conseguir ficar sentado.

Nesta terça (27), durante a inauguração do Centro de Estudo e Pesquisa em Reabilitação do Hospital Espanhol, Bruno mostrou os resultados do tratamento iniciado em outubro passado: ele senta, controla os espasmos respiratórios e musculares, consegue sentir o toque nas costas e pernas, além de conseguir levantar.

O progresso do jovem foi acompanhado pela equipe de reportagem do CORREIO, que publicou na Coluna Saúde, em novembro, as primeiras notícias um mês após a cirurgia.

Para quem achou que passaria o resto dos seus dias numa cama, Bruno já pensa, inclusive, em retomar sua vida na universidade. “Na época do acidente não conseguia nem levantar da cama. Por causa da lesão, eu tinha acessos respiratórios e musculares que comprometiam minha respiração e fala”, lembra ele, com um sorriso vitorioso de quem já superou a pior fase.

progressos Atualmente, em maior ou menor grau, todos oito pacientes que realizaram o transplante têm percebido melhoras nos seus quadros clínicos, conseguindo recuperar a sensibilidade e a autonomia diante de funções consideradas simples para quem não tem problemas de mobilidade, mas extremamente importantes como controlar a urina e as fezes.

Em abril, a equipe espera iniciar o tratamento em mais seis pacientes e, ao longo do ano, chegar a 20 pacientes contemplados. A pesquisa, ainda em fase inicial, começou em 2010, conta com o financiamento do Ministério da Saúde e tem como parceiros a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o Hospital Espanhol e o Centro de Biotecnologia e Terapia Celular do Hospital São Rafael (CBTC).

Para a fisioterapeuta e coordenadora do Centro do Espanhol, Ana Martinez, com a abertura desse espaço, a pesquisa consegue duplicar a capacidade de tratamento. Os pacientes transplantados passam a contar com o Centro do Espanhol e a Clínica de Reabilitação da Estácio-FIB, no Stiep.

“Procuramos dotar os espaços com a estrutura necessária para que o desenvolvimento do tratamento aconteça da melhor forma possível”, esclareceu a fisioterapeuta, destacando que o centro tem equipamentos que auxiliam no desenvolvimento de técnicas modernas da fisioterapia, como exercícios interativos com jogos eletrônicos, a exemplo do Kinect e a wiiterapia, da Nitendo.


Inovações
O ‘milagre’ alcançado pelos oito transplantados foi conseguido graças à junção entre duas inovações baianas: a terapia com células-tronco aplicada em trauma raquimedular e a técnica de fisioterapia chamada de Kinesioplasticidade.

Segundo a fisioterapeuta Cláudia Bahia, uma das responsáveis pelo desenvolvimento da nova técnica, uma vez que o paciente recebe o transplante de células-tronco, elas começam a se multiplicar regenerando a área lesada. “A partir daí, pegamos essas células e, por meio de postura e exercícios específicos, ensinamos essas células a executarem novamente o movimento perdido”, esclarece.

É claro que a meta de Bruno e dos demais é retomar o movimento das pernas. No entanto, o ganho da qualidade de vida e da independência já são comemorados como vitórias importantes.

Força
Natural de Ituberá, no Baixo Sul baiano, o estudante Marlon Silva Viana,23 anos, perdeu o movimento das pernas em 2009, num acidente de moto. Em 5 de dezembro passado, ele foi submetido ao transplante.

Três meses apenas após o início do tratamento, ele recuperou a sensibilidade das pernas, ganhou força suficiente para ficar de pé, ganhou a noção do impacto de passos e toques nos ossos e conseguiu controlar a bexiga. “Os ganhos foram muitos e em pouco tempo, estou confiante no que ainda vou conseguir de recuperação”, comemora.

O método de transplante de células tronco começou a ser estudado na Bahia há seis anos, por pesquisadores da Fundação Osvaldo Cruz e dos hospitais Espanhol e São Rafael em Salvador.Os estudos iniciais mostraram que cães e gatos que receberam injeções dessas células recuperaram parte dos movimentos perdidos.

Pacientes vêm de outros estados
Sérgio Alencar de Castro, 37 anos, também esteve na inauguração do Centro. Em julho de 2010, no banco de trás de um automóvel e sem cinto de segurança, ele – que morava em Minas Gerais – foi vítima de um acidente e teve lesão na coluna vertebral em nível 5.

Depois de um ano de reabilitação do Hospital Sarah Kubitschek, em Brasília, ele se candidatou e foi escolhido para participar do transplante de células- tronco na Bahia.

Para conseguir a qualidade de vida já alcançada pelos demais transplantados, ele já fez a coleta das células e aguarda o procedimento cirúrgico para iniciar o tratamento fisioterápico que consiste em uma etapa inicial que dura 60 dias, intensivamente, nos turnos matutino e vespertino. Como os pacientes que vieram de fora, Sérgio transferiu sua vida para a capital do estado para conseguir acompanhar o tratamento fisioterápico e participar das avaliações médicas.

Inovações
Outra paciente que também se transferiu para a Bahia foi Rejane Cantídio,34. Natural de Tocantins, ela sofreu um acidente de carro, em 2006, que resultou numa lesão medular. Por meio de um programa de TV, Rejane soube que a esperança de retomar sua vida podia estar na Bahia e não titubeou em se transferir para o estado. Agora, ela aguarda sua vez para realizar o transplante.

Terminada a etapa de implantação das células-tronco, Cláudia Bahia e sua equipe trabalham mais 120 dias, apenas em um turno, aprimorando o conhecimento do movimento. “A base do processo consiste em reativar a memória do movimento que havia antes da lesão e ensinar às novas células presentes na medula como se executa o gesto”, diz a fisioterapeuta, destacando que os movimentos treinados são o rolar, engatinhar e andar.

“Ao final de 180 dias, buscamos relembrar ao corpo toda a possibilidade de mobilidade esquecida”, diz a fisioterapeuta que, ainda nesse primeiro semestre, deve lançar junto com a também fisioterapeuta Thaís Miranda, um livro abordando o novo método criado especificamente para os transplantados.

Técnica pioneira retira células-tronco da região da bacia

Primeira capital do Brasil, sede da primeira Faculdade de Medicina no país, Salvador também foi o lugar escolhido para a realização do primeiro transplante de células-tronco em paciente com trauma raquimedular, utilizando a técnica de cultura de células mesenquimais do país.

A técnica que utiliza a cultura de células-tronco mesenquimais consiste na retirada, por meio de aspiração, das células da região da bacia. Num ambiente específico, as células se reproduzem e depois de quatro semanas são reimplantadas no corpo, mais especificamente no local lesionado. “Para esse transplante, buscamos utilizar controles rigorosos que garantissem a segurança no desenvolvimento dessas células”, completou a pesquisadora Milena Soares, da FioCruz.

O procedimento de transplante tem à frente o coordenador do Serviço de Neurocirurgia do HE, Marcus Vinícius Mendonça. Desde agosto de 2010, vinte pacientes paraplégicos voluntários participam da iniciativa, que tem como objetivo a recuperação de movimentos comprometidos. Vale salientar que este é o primeiro estudo em trauma raquimedular do Brasil, que utiliza culturas de células-tronco mesenquimais.
Retirado de:http://www.correio24horas.com.br/noticias/detalhes/detalhes-2/artigo/pacientes-retomam-sensibilidade-e-autonomia-apos-transplante-de-celulas-tronco/

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Fisio Bem Estar

A busca pelo bem-estar no ambiente de trabalho vai muito além da empresa oferecer bons líderes, promover ascensão de cargos e salário ou combater qualquer tipo de assédio. A empresa precisa estar atenta em promover ações que mirem a qualidade de vida dos colaboradores.

Segundo o consultor René Bueno da Aon Hewitt, especializada na administração de programas de benefícios de todos os tamanhos e dos mais diversos segmentos com o objetivo de reter talentos e proporcionar melhor qualidade de vida a seus colaboradores, “Ainda não se configura em tendência ou têm índices elevados, mas a preocupação com o bem estar físico e mental do colaborador está presente nas médias e grandes empresas, como um foco de atenção crescente por parte dos gestores e dos RHs”.

Uma pesquisa realizada pela Aon Hewitt com 140 empresas mostrou que 16% disponibilizam apoio psicológico, 12%, algum tipo de medicina alternativa (shiatsu, acupuntura e yoga) e 2% têm ou reembolsam o pagamento da academia de ginástica.

Como você já está acostumado a acompanhar o blog, já deve portanto estar imaginando onde a Fisioterapia pode se encaixar nesse cenário. E as opções são muitas.

Uma das possibilidades, que inclusive já foi citada, é a expansão da construção civil. Um fisioterapeuta instalado num local onde o desgaste mioarticular faz parte do trabalho diário evitaria que um grande número de funcionários se afastasse do serviço, afina obras tem prazo para serem entregues e cada afastamento tem um custo alto para a empresa, tanto em dinheiro quanto em material humano.

Só que cuidar para que um profissional esteja bem consigo mesmo, em alguns casos, extrapola a parte de saúde física e entra na seara da emocional, levando em consideração aspectos como autoestima e a percepção que o profissional tem de si mesmo. Uma pesquisa feita em 2010 pelo Catho Online junto a 16 mil pessoas dá uma idéia disso.

Segundo o levantamento, 69% dos profissionais têm alguma rejeição contra pessoas obesas. E quanto mais alto o cargo, menos obesa espera-se que seja a pessoa. Os dados do estudo mostram que 15,8% dos entrevistados têm muita rejeição para presidentes e diretores obesos e 10,4% para gerentes e supervisores.

E como todos nós profissionais de saúde sabemos, além de outros impactos negativos que o excesso de peso pode causar à saúde, como diabetes, por exemplo, uma outra doença de fundo corporativo também pode prejudicar, e muito, a vida profissional e emocional de alguém nessas condições: o preconceito.

Olha a porta de entrada para a Fisioterapia, aí gente! Aliás para vários outros profissionais de saúde!

Pessoas acima do peso, em 100% dos casos, apresentam algum distúrbio mioarticular além de pressão alta e diabetes e não podem realizar atividade física sem supervisão e na fase inicial ninguém acompanha melhor esse tipo de individuo do que nós, a medida que a condição cardiovascular do colaborador melhora,ele já pode ser encaminhado para o colega educador físico.Com a imagem pessoal abalada, entra aí a atuação do colega psicólogo na recuperação dessa auto estima. E como a resolução de problemas com sobrepeso passa invariavelmente pela Nutrição, olha a presença de outro colega sendo requisitada. E a cereja do bolo é a estética, não precisa nem dizer a importância do Fisio Dermatofuncional.

Resumindo: Tem muito trabalho pra muita gente!

E como as empresas estão se preocupando cada vez mais com a saúde de seus colaboradores isso exige a implantação de um setor ou a criação de empresas gestoras desse departamento cuja missão é realizar a gestão das questões de saúde, estimulando um estilo de vida e um ambiente de trabalho saudável. Porque que você acha que de uns tempos pra cá cresceu o número de cursos de pós na área de gestão de saúde?

Como eu moro na cidade que tem o verão mais animado do país e que proporciona o maior e melhor carnaval do mundo, a gente por aqui costuma dizer, que o novo ano só começa depois do carnaval, ou seja, ainda dá tempo de se matricular...

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Novidade

Olá!

É com muito orgulho que anuncio que a Revista Fisio S/A, uma iniciativa da Fisio TV, está na sua segunda edição.

Entre os destaques, a revista traz uma reportagem especial sobre a Corrente Aussie, uma nova modalidade de corrente terapêutica que promete ser a evolução da eletroterapia; o projeto Fisioterapia Itinerante, um ônibus-clínica que circula pela cidade de São Paulo levando fisioterapia para pessoas carentes; uma matéria para você entender como funciona o mercado da fisioterapia aquática e um guia com dicas para você abrir sua própria empresa,além do artigo dessa fisioblogueira que vos fala.

São mais de 60 páginas elaboradas pensando no atual mercado da fisioterapia. E o melhor, você não paga nada para ver a revista.

Para acessar : Revista Fisio S/A 2° edição

domingo, 7 de agosto de 2011

Valor e Valorização

Nas minhas andanças pelo mundo real e virtual seu eu tivesse recebido R$ 2,00 toda vez que me chega a expressão - A Fisioterapia não é valorizada (dita pelos próprios fisioterapeutas) – eu já teria ganho, o maior prêmio em dinheiro concedido a um ser humano no planeta.

Mas agora pense comigo: Não lhe parece estranho que com tanto desenvolvimento na área da Fisioterapia, centenas de eventos científicos realizados e trabalhos publicados, milhares de novos profissionais formados a cada ano, milhões de pessoas reabilitadas, etc... essa tal valorização profissional parece estar cada vez mais distante?

E sabe onde o bicho tá pegando? No termo valor embutido na palavra valorização. Geralmente quando nos referimos a um produto ou serviço que adquirimos ou usamos temos a tendência de usar a designação valor para o avaliarmos. Se sentirmos satisfação pelo produto ou serviço nos referimos dizendo que valeu a pena a sua compra ou o uso, entende-se então que valor é a compensação que recebemos em troca de fazermos algo.

Porém se tão simples assim fosse, não poderíamos usar a designação valor nos produtos ou serviços que usufruímos gratuitamente. Valor é, portanto, mais que a compensação financeira dada em troca, valor é tudo aquilo que justifica a atenção, o tempo e o esforço que dedicamos a algo.

Valor, palavra de origem no latim, que faz parte do estudo da Axiología, um ramo da Filosofia, foi definido pelo antropólogo americano Clyde Kluckhohn, no livro Um Espelho para o Homem (Itatiaia Editora,2005), como “uma concepção do desejável que influencia a seleção dos modos, meios e fins da ação”.

Contudo no mundo profissional, infelizmente, para a maioria das pessoas, valorização profissional é sinônimo, apenas, de ganhar mais. Ter mais valor, significa, valer mais em dinheiro. E tem mais, esse valor, independente do significado que ele tenha, deve ser, simplesmente, dado por alguém.E como dizia um interessante comercial de televisão: tá na hora de rever os conceitos.

A Cadeia de Valor é para qualquer empresa, em qualquer negócio, um processo interligado de todas as atividades que criam valor, desde uma fonte básica de matérias primas, passando por fornecedores de componentes, até a entrega do produto final às mãos do consumidor. Esse conceito foi introduzido por Michael Porter em 1985, professor de administração de Harvard e consultor de estratégia de grandes empresas pelo mundo.

Aplicando esse principio em nossa vida profissional chegamos à simples, lógica e clara percepção que, valorização profissional, mesmo que ela signifique,para alguns, apenas melhorar a remuneração no final do mês, não pode ser mais vista como um presente, que nos será dado de mão beijada e sim como conseqüência de um processo. E que os elos, os agentes dessa Cadeia de Valor somos nós, fisioterapeutas, e que nessa condição, ninguém além de nós, pode desencadear esse processo.

Onde é que eu estou querendo chegar com tudo isso?
Está tramitando no Congresso o PL 05979/2009 que trata do piso salarial nacional de R$ 4.650,00, para os mais de 300.000 fisioterapeutas desse país. E está disponível também o abaixo assinado para pressionar nossos congressistas para a rápida aprovação desse piso, sabe com quantas assinaturas? 2.804, apenas.

Como eu disse antes: tá na hora de rever os conceitos... porque a única coisa que cai do céu é chuva.

Acesse o abaixo assinado, - http://www.euconcordo.com/pisofisioja - ele foi criado por Tânia Marchezin, Fisioterapeuta há 15 anos - coordenadora serviço de fisioterapia do Complexo do Hospitalar Santa Casa de Franca e administradora do site Concurso e Fisioterapia

E depois de ser parte, dessa parte do processo de valorização profissional venha participar da promoção Símbolo do fisioterapeuta Empreendedor

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Promoção




Olá!
Com 62,22% dos votos essa foi a imagem escolhida como símbolo do Fisioterapeuta Empreendedor pelos fisioempreendedores que prestigiam o blog.
E para inaugurar a nossa página do Facebook, que terá conteúdo exclusivo,eu preparei uma promoção.

Quer ser o primeiro a sair por aí usando esse símbolo?
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